o que é

PBM?

O Patient Blood Management (PBM) é uma abordagem multidisciplinar, focada no paciente, para otimizar o manuseio da transfusão visando cuidado médico de qualidade e eficaz. Abrange  aspectos da avaliação e manejo clínico do paciente que envolvem a tomada de decisão de transfundir e inclui indicações apropriadas, minimização da perda de sangue e otimização da massa eritrocitária do paciente. O emprego de seus conceitos permite a melhoria da evolução do paciente através do uso seguro e racional de sangue e redução de exposições desnecessárias a produtos sanguíneos.  

A transfusão é o procedimento mais realizado em pacientes internados e os serviços hospitalares devem estar preparados para cuidar do paciente evitando ou minimizando perda sanguíneas e promovendo ações voltadas para  correção da anemia e utilização de medidas de conservação do sangue. 

Vídeo cedido gentilmente pelos autores para tradução e divulgação pelo EducaSangue.

Conheça mais sobre PBM

Pontos de atuação do PBM

O PBM propõe uma abordagem centrada no paciente para melhorar resultados clínicos através do uso seguro e racional de sangue, minimizando a exposição desnecessária aos produtos sanguíneos. Elementos essenciais nesse manuseio incluem a prevenção de condições que podem tornar a necessidade de transfundir inevitável, através da promoção da saúde e identificação precoce das condições que porventura possam resultar na necessidade de transfusão, seu diagnóstico e tratamento corretos. Isso inclui boas práticas cirúrgicas, técnicas anestésicas que minimizem a perda sanguínea e o uso de métodos de conservação do sangue.

O PBM envolve muitas especialidades e não é restrito ao serviço de transfusão. O Comitê Transfusional Intra-hospitalar (CTH) é fundamental na implantação de suas ações e permite a interação de todos os envolvidos no cuidado do paciente. É a partir do CTH que o PBM surge e se fortalece dentro da instituição.

Diagnóstico e tratamento precoces e corretos das anemias carenciais e associadas à doença renal crônica, com reposição de ferro, vitaminas e eritropoetina.

Avaliação pré-cirúrgica personalizada baseada na história pessoal e familiar e risco hemorrágico do procedimento.

Abordagem individualizada de pacientes em uso de anticoagulantes e antiplaquetários.​

Redução da coleta de amostras para exames laboratoriais

Utilização de medidas físicas para redução do sangramento, como torniquetes, faixas, compressas hemostáticas e pressão

Utilização precoce de ácido tranexâmico em pacientes politraumatizados, mulheres com hemorragia pós-parto e em cirurgias com grande potencial de sangramento

Utilização de métodos de recuperação intraoperatória de sangue e hemodiluição normovolêmica.

Estimativa da tolerância do paciente à anemia, considerando os mecanismos fisiológicos de adaptação à anemia.

Melhora da função cardiopulmonar, ventilação e oxigenação durante procedimentos cirúrgicos e no pós-operatório.

Transfusão baseada em critérios objetivos, evitando indicações subjetivas e uso de gatilhos transfusionais à despeito da avaliação clínica do paciente.

 

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O conteúdo deste site corresponde ao Manual de Uso Racional de Sangue – DIRT GER 03 do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará – HEMOCE e encontra-se na sua 3ª versão(03/02/2021).

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