alternativas à

TRANSFUSÃO

Sim! Elas existem  e estão a seu alcance. As transfusões estão associadas a maior morbidade e mortalidade em vários cenários clínicos.  Estudos demonstram que a transfusão de hemácias, mais comum, é inapropriada em até 59% das vezes. Evitar a exposição do paciente a transfusões desnecessárias é um dos fundamentos da boa prática transfusional. Portanto, saber o que fazer para evitar transfusões desnecessárias é obrigatório para os especialistas envolvidos com procedimentos cirúrgicos, tratamento quimioterápico, intensivistas, neonatologistas e todos os  médicos que porventura venham a se deparar com a necessidade de transfundir um paciente, ou seja, TODOS. As recomendações listadas ao lado podem ajudar você a transfundir e não transfundir bem, evitando riscos desnecessários para seu paciente. 

Veja o que fazer e cuide melhor do sangue do paciente.

A transfusão só está indicada em casos de instabilidade hemodinâmica.  
E o que é instabilidade hemodinâmica? 
Se seu paciente tem anemia ferropriva e dor precordial ou dispneia em repouso, hipotensão ou alteração do nível de consciência, a transfusão é necessária. Faça um concentrado de hemácias, reavalie e busque a causa da ferropenia!

Lembre-se que, na anemia megaloblástica, a anemia muitas vezes está acompanhada de outras citopenias. O paciente pode apresentar leucopenia importante e plaquetopenia. O VCM acima de 100 fl,  parestesia em bota e/ou luva e macroglossia são sinais e sintomas que devem fazer pensar em megaloblastose. Lembre que dosagem normal de B12 não exclui o diagnóstico!  
Já viu um milagre acontecer? Reponha vitaminas na anemia megaloblástica e veja!  Você ganha um fã (seu paciente) e nosso aplauso!

A transfusão de concentrado de hemácias pode atrapalhar a busca de um rim para transplante, além de favorecer a rejeição ao enxerto transplantado. Quanto mais trasnfusões esse paciente recebe maior a probabilidade de formação de anticorpos anti-eritrocitários e leucocitários resultando em aloimunização eritrocitária e para o sistema HLA. Na doença renal crônica, quanto menos você transfunde, melhor para seu paciente. Nesse caso, você não está tratando apenas a anemia, mas aumentando as chaces do paciente em um transplante futuro. Melhor prevenir do que remediar!

Você precisa colher todos os dias todos os exames de todos os pacientes?Lembre que flebotomias repetidas podem levar o paciente a um quadro de ferropenia e anemina ferropriva. Revise seus protocolos e otimize as solicitações de exames, minimizando a perda de sangue de seu paciente, principalmente se se trata de crianças com pequena volemia. Use métodos não invasivos, sempre que possível e otimize as coletas para evitar rejeição de amostras pelo laboratório ou agência transfusional. Evite solicitar exames de rotina, mude sua prática para solicitação de exames apenas quando necessário! Seu paciente agradece!

Utilize métodos farmacológicos para minimizar a perda de sangue no intra-operatório. Hipotensão permissivahemodiluição normovolêmica, faixas, mudança de decúbito e redução do uso de compressas são métodos simples e baratos de diminuir a perda de hemácias. E use e abuse da recuperação intraoperatória de sangue nos procedimentos cirúrgicos com alto risco de sangramento, mesmo em casos de emergência.

Pense: como seu centro cirúrgico tem tratado o sangue dos seus pacientes? Ajude a melhorar incluindo práticas simples em sua rotina.

Pacientes cirúrgicos e com hemorragia grave podem se beneficiar do uso de antifibrinolitico e reduzir o sangramento. Se seu paciente é politraumatizado,puérpera com hemorragia pós-parto ou será submetido a procedimento cirúrgico com perda prevista acima de 500 mL,  faça antifibrinolítico! Veja como!

COMPRESSÃO  e TORNIQUETES em pacientes com hemorragia grave devem ser usados rapidamente para minimizar a perda de sangue.  Não tenha medo. Torniquetes salvam vidas!
Não deixe o paciente sangrar.

Quem sangra tem pressa! Veja mais informações sobre o manuseio da hemorragia grave.

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